O primeiro-ministro, José Sócrates, considerou que a cimeira ibérica que hoje terminou em Braga marcou uma "viragem" nas relações entre Portugal e Espanha, revelando uma maior "ambição e diversidade" na cooperação política entre os dois países.
"O número de ministros presentes nesta cimeira é bem revelador da cooperação diversa e rica que existe hoje entre os dois países", afirmou Sócrates, na conferência de imprensa que encerrou os trabalhos da XXIII Cimeira Ibérica.
Para o chefe do governo português, que tinha ao lado o homólogo espanhol, José Luís Zapatero, as conclusões deste encontro representam "um sinal da maturidade das relações políticas" entre os dois vizinhos ibéricos.
Na sua intervenção inicial, Sócrates salientou os resultados obtidos na área científica e tecnológica, lembrando que os dois países "partilham a mesma visão para o desenvolvimento e querem estar presentes na revolução para o conhecimento global".
A primeira reunião do Conselho Luso-Espanhol de Defesa e Segurança foi também destacada pelo primeiro-ministro português, considerando que a sua realização em Braga "diz muito do que é a cooperação entre os dois países".
"O que, há alguns anos, era considerado segredo de Estado e cuja partilha poderia ser considerada uma séria ameaça à segurança nacional, é hoje transmitido com abertura e espírito de cooperação", afirmou, salientando que portugueses e espanhóis "partilham a mesma visão do mundo".
Nesse sentido, frisou que Portugal e Espanha pretendem "criar uma agenda comum ao nível da participação dos dois países no esforço pela paz e cooperação mundial".
Relativamente à cooperação transfronteiriça, Sócrates destacou a importância desta área nas relações bilaterais, considerando que a criação de um programa operacional "vai dar um novo impulso a uma cooperação que já é tradicional".