Ministério dos Negócios Estrangeiros
 

Cimeira Ibérica: Portugal e Espanha anunciam simulacro conjunto de resposta a pandemia


2008-01-19, 16:31
Fonte: Agência Lusa

Portugal e Espanha vão fazer um simulacro conjunto de resposta a uma pandemia, como a do vírus H5N1 (Gripe das Aves), da sida, da hepatite ou mesmo do cancro, revelou hoje, em Braga, o ministro da Saúde.

Em declarações à Lusa, Correia de Campos adiantou que o exercício conjunto, a realizar em Setembro num local fronteiriço a determinar, visa "aperfeiçoar as técnicas de vigilância epidemiológica dos dois sistemas de saúde e de protecção civil para combater uma hipotética pandemia".

O governante falava no final da Cimeira Ibérica, que hoje terminou em Braga e onde estiveram presentes os chefes de Governo de Portugal e de Espanha, bem como dez ministros de cada um dos países, entre os quais os da Saúde.

Adiantou que a cooperação luso-espanhola na área da saúde - que classificou de "fraterna e cúmplice" - passa também, no domínio transfronteiriço, pela vacinação, também a partir de Setembro, através da coordenação dos calendários de vacinação em populações transfronteiriças.

Envolve ainda a troca de informação sobre novas vacinas e sobre a sua aquisição e inclusão nos planos de vacinação dos dois países.

"Há toda a vantagem, em termos sanitários, em que os residentes dos dois lados da fronteira sejam vacinados ao mesmo tempo", referiu.

Acrescentou que, na área de doação e transplante de órgãos e tecidos, será aprofundada a articulação entre as organizações de ambos os países: "Portugal já tem disponibilizado órgãos que não estão disponíveis, momentaneamente em Espanha, e vice-versa", frisou.

Disse que vai ser aproveitada a experiência espanhola na criação de bancos públicos de sangue de cordão umbilical para fins terapêuticos e de investigação, frisando que "em Portugal há cinco privados, mas ainda nenhum público".

As duas partes criaram ainda um grupo de trabalho para o intercâmbio de informação mútua no domínio migratório para acompanhamento dos fluxos migratórios dos profissionais de saúde, médicos, enfermeiros e outros técnicos, entre os dois países.

Os ministros vão ainda iniciar a negociação de um novo acordo no domínio da saúde, que deverá estar concluído, a nível técnico, "o mais breve possível".

LM.



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