Política europeia de Portugal
A análise da política europeia portuguesa mostra que o país tem respondido com coragem e determinação aos múltiplos desafios colocados pelo processo de integração europeia e vê-se confrontado com o duplo desafio de se adaptar a nova estrutura comunitária e de responder às pressões crescentes no sentido da constituição do Mercado Interno.
Portugal adopta uma atitude activa no desenvolvimento da dimensão económica e social do projecto europeu. Constante da política europeia portuguesa, esta prioridade conduz o país à defesa da inscrição da coesão económica e social no Tratado de Maastricht e à defesa da introdução do «emprego» como questão europeia.
Idêntica determinação é evidente na resposta portuguesa aos progressos da União económica e monetária. Quando a economia europeia mostra os seus primeiros sinais de vulnerabilidade, Portugal apresenta uma estratégia que procura fazer da economia europeia a mais dinâmica e competitiva do mundo no espaço de dez anos.
Portugal defende a democratização do processo europeu, numa perspectiva que possa simultaneamente garantir o princípio de igualdade entre Estados-Membros e evitar modelos de estrutura comunitária de «geometria variável».
Consciente de que a segurança nacional depende da estabilidade política do continente europeu, Portugal adopta uma atitude em favor do reforço da Política Externa e de Segurança Comum e da Política de defesa europeia.
A coragem e a determinação que a diplomacia portuguesa apresentou ao longo das últimas décadas, deve ser igualmente evidente na construção da Europa de amanhã.
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